Como se tornar uma empresa ESG?

09/06/2022

ESG é uma sigla em inglês para environmental, social and governance que em português significa Ambiental, Social e Governança (ASG). Este conceito vem influenciando nas tomadas de decisões dos investidores por todo o mundo.

O termo ESG é utilizado para mostrar que a empresa tem práticas tanto ambientais, quanto sociais e de governanças corporativas. Ou seja, que a empresa segue operações socialmente responsáveis, sustentáveis e mantém boas práticas administrativas.

Para entender melhor os 3 pilares do ESG, continue a leitura!

Quando começou e por que surgiu o ESG?

As práticas ESG foram mencionadas pela primeira vez em 2004, no documento chamado “Who Cares Wins”. Porém o conceito só entrou em ação em 2020, quando a gestora de fundos BlackRock, o definiu como principal critério de investimento.

Sendo assim, as organizações que não eram comprometidas como o meio ambiente, o social e ações governamentais, ficariam de fora dos investimentos. Logo, as empresas se viram pressionadas a reverem suas condutas internas e externas.

O ESG veio com o objetivo de melhorar o relacionamento da empresa com o meio ambiente e também com a sociedade como um todo.

Já os fatores sociais e de governança, trazem reflexões como direitos humanos, políticas trabalhistas, transparência, inclusão e diversidade.

Veja abaixo como funciona cada um dos pilares do ESG.

Ambiental, social e governança: o que significa os pilares do ESG?

Segundo o Global Sustainable Investment Alliance, as práticas ambientais, sociais e de governança já chegaram a US $31 trilhões no mundo, representando 36% dos ativos financeiros.

Por isso, os investidores têm se mostrado cada vez mais interessados em ativos que seguem os princípios do ESG.

Mas antes de colocá-los em ação, é preciso conhecê-los. Então, vamos lá!

  • Ambiental

O fator “E” (environment ou ambiente) avalia as operações da empresa na responsabilidade com o meio ambiente e a sustentabilidade.

E verifica se há projetos internos que visem defender os recursos naturais, diminuir a emissão de gases de efeito estufa, proteger a biodiversidade e os recursos hídricos, amenizar o impacto à natureza e fazer a gestão de resíduos e efluentes.

  • Social

O fator “S”, da sigla ESG, está direcionado ao relacionamento da empresa com os colaboradores, fornecedores, clientes e com a comunidade em geral.

Para estar de acordo com o conceito social, as empresas devem zelar pelo cumprimento das leis trabalhistas, promover o engajamento entre gestão e funcionários e manter um bom relacionamento com a comunidade.

Todos esses itens refletem os valores da empresa, além de mostrar preocupação com o bem estar do funcionário em geral, garantindo benefícios, plano de previdência e etc.

  • Governança

Já o fator “G”, está relacionado às políticas administrativas dentro da empresa. Ou seja, como é o relacionamento interno, entre sócios, conselho de administração, diretoria e etc.

Para isso, é avaliado os projetos de anticorrupção, canais de denúncias, auditorias e conduta corporativa.

Além disso, outros fatores devem ser levados em consideração, tais como: bom relacionamento com acionistas e independência dos membros do conselho administrativos – sem terem vínculos contratuais com a empresa.

Por que ser uma empresa com práticas ESG?

O investimento em práticas ESG pode trazer diversos benefícios para a empresa.

Além dos acionistas levarem esse quesito em consideração nas suas tomadas de decisões, os consumidores também têm preferido adquirir produtos de empresas que se mostram preocupadas com o meio ambiente.

De acordo com uma pesquisa realizada pela agência Union + Webster, 87% dos brasileiros preferem produtos de empresas sustentáveis.

Dados da Bloomberg, prevê que até 2025, o número de investimentos em empresas ESG deve chegar a US $53 trilhões.

Inclusive, em outra pesquisa realizada pela PwC, os investidores mencionaram que pretendem parar de investir em produtos que não sejam ESG, nos próximos dois anos.

Empresas ESG e as crises

Além do mais, foi notada uma relação com empresas ESG e o retorno perante crises.

Em meio a pandemia da Covid-19, 94% dos produtos de empresas ESG obtiveram uma performance maior que seus concorrentes.

Até mesmo durante a queda do petróleo, em 2015, 78% dos investimentos com práticas ambientais, sociais e de governança ficaram acima da média.

ESG e o mercado brasileiro

Já no Brasil, apenas em 2020 os fundos ESG captaram cerca de R$ 2,5 bilhões, de acordo com o levantamento feito pela Morningstar e pela Capital Reset.

Até junho, os fundos de ações classificados como Environmental, Social and Governance tiveram o melhor desempenho entre todas as categorias, acumulando uma alta superior a 11%.

A responsabilidade social, ambiental e corporativa tem chamado a atenção dos investidores, e se tornaram fundamentais nas análises dos riscos e nas tomadas de decisões.

Para saber como atender os critérios do ESG, leia o tópico abaixo!

Como se tornar uma empresa ESG?

Não existe um selo que identifique as empresas ESG, para atender os critérios e princípios é preciso pensar em cada pilar: ambiental, social e de governança.

Cada empresa precisará se adequar conforme o ramo do seu negócio. Por isso, é preciso uma análise de um setor específico – com um corpo técnico multidisciplinar, entre jurídico, assessoria ambiental, entre outros – para mostrar qual caminho traçar para alcançar as exigências do ESG.

Mas veja abaixo quais itens você deve levar em consideração, para atender as exigências do ambiental, social e de governança na sua empresa.

Ambiental

  • Controle das emissão de CO2 e outros gases prejudiciais;
  • Desmatamento e queimadas, ou adotar ações de reflorestamento;
  • Uso de fontes de energia renováveis;
  • Gestão de resíduos;
  • Posicionamento sobre as mudanças climáticas e aquecimento global;
  • Redução de poluição na água ou no ar decorrentes das operações da empresa.

Social

  • Salário justo para os funcionários;
  • Programa de treinamento, qualificação e desenvolvimento;
  • Cumprir a política dos direitos humanos dentro da empresa;
  • Praticar o código de defesa do consumidor;
  • Refletir sobre o impacto da empresa na comunidade;
  • Incentivo a inclusão e a diversidade;
  • Erradicação do trabalho escravo e infantil;
  • Prevenção contra o assédio sexual e moral.

Governança

  • Transparência financeira e fiscal;
  • Relatórios financeiros completos;
  • Práticas anticorrupção;
  • Independência e diversidade do conselho;
  • Comitês de auditoria e fiscalização;
  • Ética e integridade corporativa;
  • Combate à discriminação de qualquer espécie;
  • Direitos e garantia para acionista, entre outros stakeholders;
  • Gestão de riscos.

Conclusão sobre empresas ESG

O conceito “Environmental, Social and Governance” vem ganhando grandes proporções.

Segundo dados do Google Trends, o termo ESG, no Brasil, cresceu 150% em apenas um ano. Estando o Brasil entre os 25 países no mundo que mais buscou pela temática.

Ou seja, isso demonstra a preocupação do mundo corporativo em se adequar a essas novas regras. Até por que, algumas leis entram na prática do ESG, como:

  • Lei 13.986/20 (Lei do Agro);
  • Lei 13.709/18 (LGPD);
  • Lei 6.474/76 (Sociedades Anônimas);
  • Lei 6.938/81 (Política Nacional do Meio Ambiente);
  • Lei 13.576/17 (RenovaBio);

Para estar de acordo com os requisitos ambientais do ESG, você pode entrar em contato com a Ambiento Brasil, prestadora de consultoria ambientais, em diversas áreas de atuação! Faça um orçamento conosco!

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