A relação entre a mata ciliar e a água

25/07/2016

A água de chuva que se precipita sobre uma mata, segue dois caminhos: volta à atmosfera por evapotranspiração ou atinge o solo, através da folhagem ou do tronco das árvores.

Na floresta, a interceptação da água acima do solo garante a formação de novas massas atmosféricas úmidas, enquanto a precipitação interna, através dos pingos de água que atravessam a copa e o escoamento pelo tronco, atingem o solo e o seu folhedo.

De toda a água que chega ao solo, uma parte tem escoamento superficial, chegando de alguma forma aos cursos d’água ou aos reservatórios de superfície.

A outra parte sofre armazenamento temporário por infiltração no solo, podendo ser liberada para a atmosfera através da evapotranspiração, manter-se como água no solo por mais algum tempo ou percolar como água subterrânea.

De qualquer forma, a água armazenada no solo que não for evapotranspirada, termina por escoar da floresta paulatinamente, compondo o chamado deflúvio, que alimenta os mananciais hídricos e possibilita os seus usos múltiplos.

Os impactos do desmatamento de uma floresta/mata ciliar, traduzem-se em:

  • Aumento do escoamento hídrico superficial;
  • Redução da infiltração da água no solo;
  • Redução da evapotranspiração;
  • Aumento da incidência do vento sobre o solo;
  • Aumento da temperatura;
  • Redução da fotossíntese;
  • Ocupação do solo para diferentes usos;
  • Redução da flora e fauna nativas (BRAGA,1999).

Assim, como efeitos principais neste cenário ambiental de degradação, podem ser facilmente identificados:

  • Alteração na qualidade da água, através do aumento da turbidez, da eutrofização e do assoreamento dos corpos d’água;
  • Alteração do deflúvio, com enchentes nos períodos de chuva e redução na vazão de base quando das estiagens;
  • Mudanças micro e mesoclimáticas, esta última quando em grandes extensões de florestas;
  • Mudança na qualidade do ar, em função da redução da fotossíntese e do aumento da erosão eólica;
  • Redução da biodiversidade, em decorrência da supressão da flora e fauna local;
  • Poluição hídrica, em função da substituição da floresta por ocupação, em geral inadequada, com atividades agropastoris, urbanas e industriais.

As áreas de acentuada declividade também merecem uma atenção especial na sua proteção com cobertura florestal, em função do risco de erosão e de deslizamentos do solo, acarretando em problemas de aumento de assoreamento nos corpos d’água.

Leia também: Gerenciamento de Áreas contaminadas: qual a importância e quando é indicado

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